quinta-feira, 13 de maio de 2010

eco.



Se tivesse de descrever numa palavra o que sinto, escolheria a palavra anseio-te. Porque te anseio desde que percebi o quão errado tinha agido, porque me arrependi no minuto a seguir de ter decidido deixar-te fora da minha vida.
Vejo a chuva a cair lá fora e penso: não poderia eu estar a teu lado neste momento? Se não fosse o medo de uma nova mágoa, agora podia ter-te aqui, comigo.
Por entre espaços, pausas, olhares e sorrisos das nossas conversas, espero que tenhas conseguido decifrar o meu arrependimento e que a palavra desculpa nunca pronunciada tenha chegado até ti.
Sem rumo. Não te vou mentir. Revejo-me como um barquinho de papel à deriva no alto mar, frágil, indefeso e atemorizado; sem recursos para mudar a situação, só restando seguir a direcção do vento e esperar que nenhuma maré o derrube. Sim, isto define-me. Aventurei-me em organizar a minha mente, o resultado foste tu, agora sei qual o rumo desejado, porém já não restam forças para remar contra as circunstâncias, vou deixar que a vida me leve. O que tiver de ser que seja. Não vou lutar nem protestar. Vou apenas: gostar de ti.

1 comentário:

  1. a "imagem" do barquinho de papel a deriva no mar é curiosa...
    sabes...
    o mais provável é que a turbulência acabe por o afundar...
    mas n consigo deixar de pensar que pode nunca afundar e pode fazer uma longe e incrível viagem até algum ponto inesperado.

    ResponderEliminar