sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
nao
Cheia de medos e ingenuidade entrei nessa casa pela porta principal. Encontrei um espaço acolhedor. Um verdadeiro porto-de-abrigo. Quente. Lá fiquei sentindo a tranquilidade, inspirando felicidade pura. De repente tudo ficou remexido. O chão parecia o mar numa tempestade. Nada estava onde deveria estar. As cores esbateram-se. Perdeu-se o cheiro. Nao restou nem um pouco da segurança que transmitia antes. De costas voltadas, mas permaneci, ali, no caos. E o tempo passou. Pessoas entraram. Pessoas sairam. Mas nao convidei ninguem a ficar embora quisesse que algumas demorassem um pouco mais. E o tempo passou. Até que entrou um ser que com a sua luz ofuscante, lembrando um anjo, me ajudou a levantar. Nao me forçou. Apenas caminhou a meu lado. Mostrou-me outras divisoes que desconhecia e onde era possivel respirar liberdade e sentir a vida. É verdade, nenhum daqueles novos lugares se mostraram um bom lugar para ficar. Apesar de alguns me terem confundido e de me ter alongado neles. Agora? Agora deixei essa casa. Já nao tenho esse apoio constante. Já nao procuro um lugar. Agora, percorro os caminhos, sentindo o vento, olhando o verde, inspirando a paz, expirando superficialidades. Nao quero. Agora nao quero.
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